A Articulação de Mulheres Brasileiras diz não
a qualquer processo de revisão da Plataforma de Ação.

 

A Articulação de Mulheres Brasileiras, constituída a partir da articulação dos movimentos de mulheres no processo preparatório para a Conferência de Beijing, vem através desta mensagem reafirmar seu compromisso com os princípios e ações propostos  na Plataforma de Ação e se posicionar, neste momento, contrária a qualquer forma de revisão deste documento. O posicionamento da AMB se constrói em diálogo e consonância com diversas redes, coalizões e articulações internacionais feministas engajadas e comprometidas com a implementação da Plataforma de Ação aprovada na IV Conferência Mundial sobre a Mulher.

A AMB está  a favor de que se promovam ações no sentido de garantir que  a Plataforma de Ação seja implementada pelos governos signatários deste documento, através de:

Um amplo processo de avaliação do que foi alcançado até agora;

Sua ampla divulgação;

Fortalecimento da capacidade  das  organizações de mulheres  para que pressionem e monitorem pela sua implementação;

Mecanismos de pressão internacionais para fortalecer ação local e regional no sentido de pressionar governos a transformarem este documento em conquistas concretas para a vida das mulheres.

Estamos trabalhando, portanto, para que o ano de 2005, seja um ano marcado pelas comemorações em relação a este processo, e à avaliação da sua implementação, e não pela realização de uma V Conferência Mundial da Mulher. Em 2003, em audiência com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, reafirmamos nossa posição, que também é partilhada pelo Governo brasileiro, segundo afirmou a então ministra Emília Fernandes.

Qualquer iniciativa isolada, no sentido da realização de uma nova Conferência em 2005 e re-abertura de negociações em torno da Plataforma de Ação Mundial, desconsidera o posicionamento tanto dos movimentos de mulheres e feminista brasileiros, quanto do próprio Governo Federal, representando, portanto, uma posição equivocada e contraditória no processo de construção democrática, de implementação e de luta pela equidade de gênero e pelos direitos das mulheres no país.